Summud

Fuzis que pendem – habituais como suspiros -,
Procuram, atentos, qualquer rasa esperança.
O gás confronta o desalento e a confiança,
de quem nasce embalado ao som dos tiros.

Os sons – bombas, brados, evoés de um alaúde,
E os cheiros – fumo, suor, skunk e café,
Dançam sobre pedras – trôpegos mas de pé,
Nas memórias de quem resiste existindo: summud.

Encontrei sorrisos – não poucos onde estive.
Meu coração atônito apenas se cala:
Como entender tanta doçura?

Sob o jugo da estrela, observa Handala,
Em sua teimosa esperança – para tantos loucura,
o sonho de uma Palestina livre.